quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Economia, mais que um sector de entre muitos pertencentes à estrutura de determinadas regiões, países, continentes e até como um geral a nível global, é o pilar essencial de uma civilização, onde concentram-se as maiores atenções e sobre a qual obtêm-se os mais proveitosos lucros.
Como dizem os economistas a economia é a base de um país, através da sua análise podemos constatar a riqueza do mesmo e daí também é possível concluir o nível de desenvolvimento do país e entre outros aspectos igualmente importantes.
Ao abordar esta temática irei referir o quão importante é a economia para as regiões em particular, nomeadamente a região de Santana estudando de que forma a mesma existe e que tipo de sectores contribuem ou não para a sua fundamentação e afirmação no panorama regional, também terei em conta a economia Regional (RAM), de Portugal como um todo, do continente Europeu e por fim a nível global, referindo que tipo de expectativas existem para o futuro neste sector e o porquê de algumas crises económicas existentes bem como a explicitação de conflitos marcadamente violentos e outros de natureza menos evidente que resultam da derivação de disputas económicas, muitas vezes através de competição desleal.
É com grande entusiasmo e dedicação que realizo este trabalho, até porque é um tema que interessa-me muito e sobre o qual tenho bastante empatia, considero igualmente importante o seu estudo e remodelação visto que sendo considerado o sector mais importante e com mais impacto de qualquer região é extremamente importante a sua correcta aplicação passado da teoria para a prática de modo a garantir um tipo de desenvolvimento sustentável, que respeite o ambiente e as pessoas garantindo mais qualidade de vida e um melhor futuro para as gerações vindouras.
Incrivelmente, a economia está ligada a praticamente todos os sectores de um país, portanto a sua correcta e proveitosa aplicação é uma forma de garantir o desenvolvimento de todos os outros sectores directa ou indirectamente garantindo o desenvolvimento como referem vários conceituados economistas, garantindo o desenvolvimento da humanidade, assim tudo melhorará se melhor for a nossa economia.



Evolução Económica (2005-2008) a nível global


A economia mundial cresceu 4,0% em 2005 , mas a subida dos preços do petróleo permanecem uma ameaça à expansão dos países desenvolvidos os governadores dos bancos centrais dos maiores países Europeus salientaram que a inflação nos países desenvolvidos, provocado pela alta cotação do crude, "são uma ameaça ao crescimento sustentado", com os efeitos nefastos ao nível da economia a contagiarem as políticas orçamentais desses mesmo países.
Em 2006 e 2007 constatou-se um abrandamento da economia Mundial, o crescimento permaneceu estável e idêntico nos dois anos referidos verificando-se um crescimento de 3.9%em 2006 e 3.6% em 2006, no entanto houve um abrandamento e/ou uma desaceleração em relação ao ano de 2005, desaceleração essa que se pode explicar devido à crise imobiliária nos Estados Unidos, à constante subida dos preços do petróleo e também provocada pela instabilidade que a Guerra do Iraque provocou na comunidade Internacional.
Já em 2008, a economia mundial continua o já referido processo de abrandamento verificando-se de novo um crescimento acompanhado de uma desaceleração em relação aos passados anos em estudo, crescendo agora uns estimados 3.3% sendo o valor apenas uma estimativa até ao final do ano, a Economia Mundial continua a desacelerar e de novo pelos mesmos motivos da crise que se verificou em 2006 e 2007, só que desta vez deve-se a um agravamento dos mesmos que provocam a instabilidade e incerteza necessária para investidores comerciantes e consumidores percam a confiança e como consequência disso no geral, a economia abranda.
Estudo económico de Santana

Como se sabe atravessamos uma crise económica no nosso país, o que influencia e bastante a economia de Santana devido à interligação e dependência própria que as diferentes economias e os diferentes tipos de economia provocam entre si, assim é inevitável a crise igualmente sentida na nossa zona e cabe-nos a nós, cidadãos por maior que seja o esforço, lutar para minimizar esse efeito, em Santana a passagem a cidade em 1 de Janeiro de 2001 sendo considerada a primeira cidade do séc. XX foi um acontecimento que levou muitas pessoas a deduzirem que Santana iria industrializar-se e modificar-se, tal facto não foi muito evidente, apesar de alguns desenvolvimentos ainda há uma série de coisas que necessitam ser feitas de modo a preferencialmente mudar mentalidades, costumes e dinamizar a nossa economia.
A agricultura tem sido a base de subsistência da população de Santana, outrora era muito rica na produção de trigo e milho, cana-de-açúcar, vinho e criação de gado, assim, durante muito tempo, esta freguesia esteve isolada e esquecida devido ao seu difícil acesso, nos últimos anos, a freguesia de Santana tem passado por inovações agrícolas e já se observam muitas culturas intensivas, a agricultura continua a ocupar 60% da população activa, sendo as áreas da fruticultura e horticultura as que captam maior índice de investimentos (batata, o milho, o limão e o feijão verde) mas no entanto, a grande maioria dos seus habitantes antigamente lutava pela subsistência sendo muitas vezes obrigados a dividir com o senhorio metade da sua produção a população do nosso concelho vivia em casas humildes e em épocas de crises acentuadas quase em desepero, procuravam emigrar para o estrangeiro em busca de riqueza e de melhor qualidade de vida, Santana tal como outras regiões Madeirenses é denominada região de emigrantes.
As levadas tiveram um papel bastante importante no que se refere ao desenvolvimento agrícola de maneira que foram e são de extrema importância para regar as culturas dos agricultores assim como levar água até aos palheiros de gado que também foram e embora de maneira não tão acentuada nos dias que correm, são uma forma de garantir alguns lucros por parte de alguns apicultores, a pecuária é assim uma actividade que se adequa às condições de relevo e até climatéricas do concelho, e embora não sendo agora muito praticada é sempre importante referir o seu papel na economia.
A nível industrial é também importante salientar os moinhos que estavam na proximidade das ribeiras e pertenciam ao donatário que cobrava a maquia e era o responsável pelo bom funcionamento dos mesmos, era uma construção de apenas um andar, suficiente para caberem as pedras, sendo tradicional e semelhante a muitos outros existentes na Ilha, através deles eram moídos alguns tipos de cultura tais como o milho e o trigo que são dois tipos de cultura muito famosos em Santana pela sua utilização na culinária e também pelas famosas casas de colmo de Santana em que o seu telhado era coberto de trigo, ainda hoje alguns estão de serviço, sendo um marco cultural e também económico da nossa cidade, em Santana por volta de 1890 foi estabelecido o engenho da cana-de-açúcar e passados 20 anos era concedida a licença para a construção de uma fábrica de moagem de cana-de-açúcar e destilação movida a água., hoje em dia, não há grandes fábricas em Santana, existe sobretudo produção industrial ligada à construção civil, como britadeiras e fábricas de blocos, de referir também uma ou outra serragem de madeira.
Há sim um grande empenho da câmara na construção de algumas obras para lazer e garantir mais qualidade de vida na cidade assim como de igual forma atrair mais turistas não só de países estrangeiros mas também de outras partes da Madeira, um exemplo disso é o parque temático de Santana, que apesar de ter algumas actividades de lazer e entretenimento, possui também espécie de um museu que possui peças referentes há historia de Santana e também associadas à historia da Ilha da Madeira como um todo.


As principais fontes das quais advêm receitas para o concelho como já é sabido são a agricultura e o turismo, o turismo é para Santana a mais vantajosa fonte de rendimentos, existem em Santana vários estabelecimentos concebidos quase exclusivamente para receber turistas e o simples facto dos turistas passearem pela nossa cidade, ao necessitarem de recursos (comida, roupa etc) já é um empurrão, porque ao efectuarem esse tipo de consumo privado estão a contribuir para que os pequenos comerciantes que são os que passam mais dificuldades sobressaírem com o seu negócio e com isso promovendo a entrada de mais dinheiro na economia de Santana fazendo com que seja gerado mais fluxo económico.











Exemplos de obras concebidas pelo estado para lazer e dinamizar a economia e de privados que contribuem igualmente:



Como já referido anteriormente o turismo é de extrema importância para a pequena economia que possuímos e como todas as receitas são bem-vindas as receitas dos turistas igualmente bem recebidas, mais que isso são de extrema utilidade e necessárias para o nosso desenvolvimento.

Alguns exemplos de turistas a visitarem Santana e alguns a intervirem directamente na economia da mesma:

















Podemos dizer com convicção que os turistas são a nossa principal fonte de subsistência, e resumindo, já que com a agricultura e com a indústria e mesmo o comércio que é diminuto não conseguimos dar um passo em direcção à modernização e impulsionar a nossa economia o melhor que há a fazer é investir no turismo, projectar a imagem da Madeira lá fora, investir em promoção e argumentar identificando as qualidades fantásticas que Santana possui propicias para a prática turística.


Outros componentes também importantes são a construção das vias rápidas e vias expresso na ilha da Madeira que leva a uma relativa maior proximidade e inclusive em Santana com a construção da via expresso Santana - Faial e Santana – Ribeira de São Jorge que provoca um deslocamento mais rápido entre as freguesias do concelho de Santana, sucessiva maior mobilidade e é um factor que é importante para as pequenas e médias empresas locais que assim podem transportar melhor os seus produtos e comercializá-los visto que nesta zona utiliza-se muito a técnica de vendas ao domicilio nomeadamente para idosos que não possuem meio de transporte próprio e assim usufruem de melhor comodidade e maior eficácia no transporte de produtos ou até de algum serviço de que necessitem.
Está também prevista a construção de mais um troço da via expresso que fará ligação entre São Jorge e São Vicente, a mesma como é óbvio passará em São Jorge e no Arco de São Jorge freguesias que vivem algo isoladas do resto da Ilha em parte devido às fracas acessibilidades e às poucas atractividades que possuem, com a construção deste novo troço, prevê-se um maior dinamismo destas regiões trazendo mais visitantes e proporcionando aos locais mais oportunidades de socializar com pessoas de outras partes da ilha, podendo os comerciantes ter mais oportunidades de venda visto que o numero de clientes desta forma aumenta.
Um outro empreendimento que está neste momento a ser construído e que criará mais postos de trabalho e incentivará ao consumo privado das famílias é o supermercado hiper Sá que como prevê-se será uma mais valia para Santana e para os seus habitantes em particular.



A nível Madeirense

Em geral, a nível madeirense a economia assemelha-se a economia de Santana no caso particular, embora que no caso das maiores cidades como o Funchal e das cidades circundantes, as actividades sejam predominantemente do sector terciário embora exista algumas actividades do sector secundário e em menor numero do sector primário enquanto que nas zonas rurais e nos concelhos do norte da madeira sejam na maioria do sector primário e secundário.
A madeira é conhecida essencialmente pela produção d vinho maioritariamente na zona norte e este da ilha, pela produção de banana maioritariamente na costa sul devido as condições propicias para este tipo de cultura e também economicamente tem como sua base de sustento o turismo, na madeira e conhecida a pratica de agricultura, nomeadamente agricultura tradicional que recorre essencialmente ao uso da forca humana como meio para a praticar não existindo muito o recurso a maquinas modernas e sistemas inovadores no que se refere a praticas e técnicas agrícolas.
Algumas praticas económicas tradicionais embora que não muito rentáveis como os bordados são ainda praticadas embora que o seu peso na economia madeirense seja diminuto e uma imagem de marca madeirense e serve como base para op incentivo turístico adicionando-se outros factores como as belas paisagens madeirenses e a simpatia da população.
Na madeira tem-se verificado um forte desenvolvimento nos últimos anos e maioritariamente com mais impacto na ultima década essencialmente, este desenvolvimento deve-se a atribuição de fundos europeus destinados a este fim, a madeira possui hoje uma boa rede de vias de comunicação nomeadamente uma boa rede de estradas por toda a ilha que facilita a deslocação de não só pessoas mas também de bens e serviços que assim chegam mais facilmente e de forma mais rápida ao cliente o que faz impulsionar o consumo privado que e também um facto que tem um bom impacto no total do peso da economia madeirense em geral.
A madeira ao longo do tempo foi um exemplo de desenvolvimento não só económico, mas também a noivem social, cultural etc, e hoje denominada como a segunda região mais rica do pais seguindo-se a Lisboa e vale do Tejo que ocupa o merecido primeiro lugar da tabela, nos dias que correm a madeira proporciona aos seus habitantes e turistas um bom nível de qualidade de vida e também disponibiliza uma série de serviços que estão disponíveis há um relativo pouco tempo que não se encontram em muitas ilha de dimensões semelhantes a madeira, o que e também um forte incentivo turístico e atrai também novos habitantes a esta já famosa ilha.



A nível Português

Portugal e conhecido como um dos mais pobres países da zona euro sendo também conhecido como um dos países que mais fundos adquiriu a nível comunitário.
Ecomonico-financeiramente Portugal encontra-se na cauda da Europa e mesmo após do alargamento da união europeia essencialmente aos países do leste europeu que teoricamente eram mais pobres e menos desenvolvidos que Portugal, Portugal encontra-se nos últimos lugares do ranking europeu, muito devido à má gestão dos recursos que possui.
Portugal possui uma economia baseada no sector industrial, possui algumas boas industrias como a industria mineira, produção de vidro e cortiça e também no sector automóvel, alguns marcos da economia portuguesa são como já foi referido a produção de vidro e cortiça e também a produção de vinho e azeite que são dois produtos conhecidos em todo o mundo nomeadamente o vinho do porto e p azeite do Alentejo, no sector agrícola verificam/se também algumas boas produções, bem como o sector piscatório que embora já conhecesse melhores dias no passado ainda contribui para a dimensificação da economia portuguesa.
O crescimento tem vindo a abrandar e neste momento Portugal ultrapassa um clima de crise económica atenuado com o aumento de impostos, taxas e tarifas aplicadas pelo governo com o intuito de reduzir o défice interno do país, o Pib português que mede o nível de riqueza no nosso país não está ao nível dos restantes países europeus e a situação agrava-se com as poucas perspectivas de investimento futuro nomeadamente estrangeiro (devido aos investidores investirem nos países de Leste em que os trabalhadores têm um maior conhecimento e a mão-de-obra é mais barata) que tem uma boa proporção no total de investimento em Portugal relacionando-se com o índice de investimento interno que não é acentuado.
Num mercado competitivo é preciso destacar-se por isso Portugal deve inovar para assim poder competir com as grandes potências tornando-se num país economicamente desenvolvido e próspero.


Após a realização deste trabalho cheguei á conclusão que a Economia é um pilar fundamental na estrutura de uma região em particular ou num país e/ou continente como um todo, é importante possuir uma economia desenvolvida para poder competir em diversos aspectos com outras potências económicas, a partir daí, com a supremacia económica adquire-se um maior poder de intervenção e um maior peso no âmbito da tomada de decisões em relação às economias mais pequenas, como por exemplo, no famoso G8.
Não é fácil gerir economicamente uma determinada região em particular, nem tão pouco dinamizá-la e potencializar a mesma de forma a se tornar imune a qualquer ameaça, mas isso faz parte de um grande desafio que é colocado de forma arbitrária a todas as regiões como sendo essencial para a sobrevivência e prosperidade futura.
A Economia surge muitas vezes ligada à qualidade de vida, isto é, quanto mais economicamente for desenvolvido um país maior qualidade de vida poderá oferecer aos seus habitantes, de uma forma proporcional este é um facto que se verifica sobretudo na Europa em que os países de topo são aqueles onde exise maior qualidade de vida para todos os seus habitantes, claro que não se pode aplicar o casão na generalidade, por exemplo, a China, que é um ‘gigante económico’ não possui qualidade de vida de forma proporcional ao desenvolvimento económico, em grande parte devido à alta exploração dos trabalhadores, trabalho infantil, situações precárias, baixos salários etc.